domingo, 7 de fevereiro de 2010

Penetra Surdamente no Reino das Palavras...


Essa frase repetida sucessivamente por uma voz ilustrada em desenhos nas paredes e versos impressos no chão, num lugar onde TUDO tem poesia, desde o elevador que sobe e desce ao som de Arnaldo Antunes, numa música feita exclusivamente para o Museu de Lingua Portuguesa. Fato, essa fase "entra em nossa mente" e fica gravada ecoando por vários e vários dias. E não é só isso que fica na mente, como se não bastasse o Sarau "interativo" (eu o defini assim), paredes adesivadas com as melhores poesias e trechos de contos sobre Literatura Brasileira, paredes onde Carlos Drummond Andrade e Vinicius de Moraes "Poetinha" estão lado a lado com muitos outros grandes nomes, criando a parede mais poética que eu já vi.

(Vale lembrar quem me conhece há muito tempo, que desde antes de ir ao museu, eu SEMPRE disse que o sonho da minha vida não era uma casa grande com churrasqueira, mas uma casa minha onde possa grafitar "Soneto de Fidelidade" no meu quarto.)



Isso tudo, ainda não é tudo. Eu tento expor aqui um pouco do meu encanto, mas há muito mais para se falar e admirar nesse paraíso de quem tem, pelo menos UM POUCO de cultura e sensilidade, e se encontra bem acessível com entradas a apenas $6, basta se informar dos horários (abre aos domingos a partir de 10:00 horas, só não sei a hora em que se encerra) e chegar a lindíssima Estação da Luz, que de tão linda não há quem resista a tirar uma bela foto!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mais um Pouco sobre Cora Coralina.


Cora Coralina na verdade trata-se de psedônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cidade de Goiás 20/08/1889 - Goiânia 10/04/1985). Grande poetisa do estado de Goiás. Desde 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado juntamente de duas amigas em 1908 o jornal de poemas femininos entitulado "A Rosa". Lançou em 1910 seu primeiro conto: "Tragédia na Roça", é publico no anuário histórico e geográfico de Goiás, já utilizando seu pseudônimo. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com que foge. Em seguida vai para Jaboticabal, onde tem seus seis filhos. Seu marido a proíbe de participar da Semana de Arte Moderna a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo e em 1934 torna-se vendedora da livros da Editora José Olimpio que em 1965 lança seu primeiro livro "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais", em 1976 é lançado "Meu Livro de Cordel" pela editora Cultura Goiania. Em 1980 Carlos Drummond de Andrade como era de seu feitio manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada lançou o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo Brasil.



Nesse site, segue ainda o comentário de Olympia Salete Rodrigues e alguns poemas.


É, demorou para ela ser reconhecida, fico a pensar como seria se ela tivesse participado da Semana de Arte Moderna. Seria outra história, claro. Mas acho que a vida dela, já foi de fato muito interessante e produtiva para nossa cultura.


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